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Sábado, 02 Março 2019 14:20

Moradores de rua fazem parte do cenário de bairros ricos e históricos na capital




FONTE: TRBN

De acordo com um levantamento recente feito pelo Projeto Axé, estima-se que cerca de 20 mil pessoas estejam dentro deste cenário (já uma pesquisa de 2008 do Ministério do Desenvolvimento Social apontou que o número seria de 3.200 pessoas).

Em uma cidade de tantas desigualdades e contrastes, como Salvador, é impossível fechar os olhos para uma realidade que para muitos é cruel: a dos moradores em situação de rua. De acordo com um levantamento recente feito pelo Projeto Axé, estima-se que cerca de 20 mil pessoas estejam dentro deste cenário (já uma pesquisa de 2008 do Ministério do Desenvolvimento Social apontou que o número seria de 3.200 pessoas). E, geralmente, estão presentes em regiões da cidade com grande circulação de pessoas, não importando se o bairro é histórico ou até mesmo nobre.

Na Pituba, um dos mais tradicionais da capital baiana, essa realidade é mais forte na esquina da Rua Rio Grande do Sul, com a Avenida Manoel Dias, região que possui comércios dos mais diversos tipos, além de cursinhos e supermercados. Próximo a uma sinaleira, pouco depois da Rua Amazonas, a equipe de reportagem viu um grupo com pelo menos oito pessoas, sendo quatro homens – um deles aparentemente adolescente –, duas mulheres e duas crianças, sendo que uma delas estava dormindo no colo da mãe.

No mesmo local, algumas roupas estavam penduradas no muro de um prédio residencial. No chão, além de papelão e um banco, onde uma das mulheres estava sentada, havia um velotrol. “Às vezes eles pedem algum trocado, mas eu prefiro dar um pedaço de comida, principalmente por conta das crianças. Mas tem gente que não gosta da presença deles por aqui”, disse a aposentada, Joana Rodrigues.

“É triste, mas infelizmente é a realidade da cidade a qual vivemos. Seria melhor se a Prefeitura pudesse fazer alguma coisa por essas pessoas. Tem fases do ano, como no período de festas, em que não só aqui, mas outras ruas e avenidas do bairro ficam cheias de pedintes”, comentou o estudante, Cauã Simões.

Em outro ponto da cidade, no Campo Grande, também é possível encontrar pessoas em situação de rua na Praça 2 de Julho, como também é conhecido o local. Na tarde de ontem, uma família com uma criança pequena estava na região, mas sem importunar nenhum dos passantes. A nossa equipe também viu roupas dos mais diversos tipos espalhados pela vegetação.

O bairro é ponto de passagem para quem sai do Canela ou da Vitória em direção ao centro da capital. “Eles só saem daqui quando acontece o Carnaval, devido ao fluxo de pessoas. Depois que a festa acaba, voltam todos. Eu nunca fui incomodado, mas há relatos de gente que já foi importunada”, afirmou o comerciante Edilton das Virgens.

SUPORTE

Procurada pela reportagem da Tribuna da Bahia, a assessoria de comunicação da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS) informou, em

comunicado, que vem executando os Serviços voltados para pessoas em situação de rua, Tipificados pela Resolução nº 109 de 2009 do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), a exemplo dos Centros POP, Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS) e Serviço de Acolhimento Institucional.

“Cumpre salientar que o fenômeno da população em situação de rua agrega uma complexidade que extrapola a atuação da assistência social, sendo que no processo de reinserção social destas pessoas envolve além do fortalecimento dos vínculos familiares, a lógica da inserção ao mercado de trabalho formal e informal, da moradia, da saúde e das tantas outras esferas, as quais demandam estas pessoas”, explica o documento.

Uma das ações executadas é o Centro POP, que se constitui em uma unidade de referência da Proteção Social Especial de Média Complexidade, de natureza pública e estatal. O projeto volta-se, especificamente, para o atendimento especializado à população em situação de rua, devendo ofertar, obrigatoriamente, o Serviço Especializado para Pessoas em Situação de Rua. Nele, as pessoas têm acesso a serviços como atendimento psicossocial, orientação e atendimento em grupo, orientação jurídica individual, entre outros. Ao todo, são quatro destes centros espalhados pela cidade: Dois de Julho, Itapuã, Pau da Lima e Vasco da Gama.

Além deste, existe o Serviço de Acolhimento Institucional para indivíduos e famílias, voltado para pessoas em situação de vulnerabilidade e risco – 10 ao todo. Conforme a Semps, a especificidade desses serviços está na oferta de atendimento integral que garanta condições de estadia, convívio, endereço de referência, para acolher com privacidade pessoas em situação de rua e desabrigo por abandono, migração, ausência de residência ou pessoas em trânsito e sem condições de autossustento.

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